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(src)="1"> Desde hai 35 anos , estou fascinado coa diversidade de cultivos , desde que batín nun artigo académico bastante escuro dun fulano que se chamaba Jack Harlan .
(trg)="1"> Há 35 anos que tenho um fascínio pela diversidade de culturas , desde que deparei com num artigo académico relativamente obscuro duma pessoa chamada Jack Harlan .

(src)="2"> Describía a diversidade dentro dos cultivos
(src)="3"> -- todos os diferentes tipos de trigo e arroz e outras -- como un recurso xenético .
(trg)="2"> Descrevia a diversidade nas culturas — todos os diversos tipos de trigo , arroz e afins — como um recurso genético .

(src)="4"> E dicía :
(trg)="3"> Dizia :

(src)="5"> " Este recurso xenético "
(src)="6"> -- e nunca esquecerei as súas palabras --
(trg)="4"> " Este recurso genético " — e nunca esquecerei as palavras —

(src)="7"> " interponse entre nós e unha fame catastrófica ata un punto que non podemos imaxinar . "
(trg)="5"> " separa- nos da fome catastrófica
(trg)="6"> " numa escala que não conseguimos imaginar . "

(src)="8"> Supuxen que el descubrira algo , ou que era un deses chalados académicos .
(trg)="7"> Fiquei a pensar se ele tinha descoberto qualquer coisa , ou se era um daqueles malucos académicos .

(src)="9"> Así que , investiguei un pouco máis e o que descubrín é que non era un chalado .
(trg)="8"> Portanto , investiguei um pouco mais e descobri que ele não era maluco .

(src)="10"> Era o científico máis respectado do seu campo .
(trg)="9"> Era o mais respeitado cientista naquela área .

(src)="11"> O que entendeu é que a diversidade biolóxica -- a diversidade de cultivos -- é o alicerce biolóxico da agricultura .
(trg)="10"> Percebera que a diversidade biológica — diversidade nas culturas — é a fundação biológica da agricultura .

(src)="12"> É a materia prima , a esencia , da evolución nos nosos cultivos agrícolas .
(trg)="11"> É a matéria prima , a essência , da evolução nas nossas culturas agrícolas .

(src)="13"> Non é , entón , un asunto trivial .
(trg)="12"> Não é um assunto trivial .

(src)="14"> E tamén entendeu que ese alicerce estaba a esbororarse ,
(trg)="13"> Também percebera que essa fundação estava a desmoronar- se ,

(src)="15"> literalmente .
(trg)="14"> literalmente a desmoronar- se .

(src)="16"> Que , de feito , unha extinción masiva estaba en marcha nos nosos campos , no noso sistema agrícola .
(trg)="15"> Que estava a ocorrer uma extinção em massa nos nossos campos , no nosso sistema agrícola .

(src)="17"> E que esta extinción masiva estaba tendo lugar con moi pouca xente informada e moita menos aínda á que lle importase .
(trg)="16"> E que essa extinção em massa estava a acontecer sem que muita gente desse por isso ou se preocupasse .

(src)="18"> Ben , sei que moitos de vostedes non se paran a pensar na diversidade dos sistemas agrícolas e , sexamos sinceros , iso é lóxico .
(trg)="17"> Eu sei que muitos de vocês não param para pensar na diversidade dos nossos sistemas agrícolas e , convenhamos , isso é lógico .

(src)="19"> Non o vemos nos xornais a diario .
(trg)="18"> Não se vê nos jornais todos os dias .

(src)="20"> E cando imos ao supermercado , a verdade é que non vemos moito onde elixir .
(trg)="19"> Quando vamos ao supermercado não vemos lá grandes escolhas .

(src)="21"> Vemos mazás vermellas , amarelas e verdes , e non hai máis .
(trg)="20"> Vemos maçãs vermelhas , amarelas e verdes e é tudo .

(src)="22"> Entón , déixenme amosarlles unha imaxe dunha forma de diversidade .
(trg)="21"> Vou mostrar- vos uma imagem de uma forma de diversidade .

(src)="23"> Velaí algúns feixóns , arredor de 35 ou 40 variedades diferentes de feixóns nesta imaxe .
(trg)="22"> Isto são feijões .
(trg)="23"> Estão aqui cerca de 35 ou 40 variedades diferentes de feijões nesta imagem .

(src)="24"> Agora , imaxinen cada unha destas variedades diferentes entre si como se fosen un caniche e un gran danés .
(trg)="24"> Imaginem cada uma destas variedades diferentes entre si como um " poodle " e um " grand danois " .

(src)="25"> Se eu lles quixese amosar unha imaxe de todas as razas caninas do mundo , e puxera 30 ou 40 en cada diapositiva , precisaría arredor de 10 diapositivas porque hai unhas 400 razas de cans no mundo .
(trg)="25"> Se eu vos quisesse mostrar uma imagem de todas as raças caninas no mundo , e pusesse 30 ou 40 delas em cada slide , precisaria de cerca de 10 slides porque há perto de 400 raças caninas no mundo .

(src)="26"> Pero hai de 35 a 40 . 000 variedades diferentes de feixóns .
(trg)="26"> Mas há 35 a 40 000 diferentes variedades de feijão .

(src)="27"> Así que se eu fora amosarlles todos os feixóns do mundo , e tivera unha diapositiva coma esta , e a cambiara cada segundo , ocuparía toda a miña charla en TED .
(trg)="27"> Se eu quisesse mostrar- vos todos os feijões no mundo , e tivesse um slide como este , e o mudasse segundo a segundo , ocuparia toda a minha palestra .

(src)="28"> E non tería que dicir nada .
(trg)="28"> Não precisaria de dizer nada .

(src)="29"> Pero o interesante -- e o tráxico -- é que esta diversidade está a se perder .
(trg)="29"> O interessante — e o trágico — é que esta diversidade está a perder- se .

(src)="30"> Temos arredor de 200 . 000 variedades distintas de trigo , e de 200 a 400 . 000 de arroz , pero están a perderse .
(trg)="30"> Temos cerca de 200 000 variedades diferentes de trigo .
(trg)="31"> Temos entre 200 a 400 mil variedades diferentes de arroz , mas estão- se a perder .

(src)="31"> E quixera poñerlles un exemplo diso .
(trg)="32"> Vou dar- vos um exemplo disso .

(src)="32"> É un exemplo un pouco persoal , de feito .
(trg)="33"> Até é um exemplo um pouco pessoal .

(src)="33"> Nos Estados Unidos , nos anos 1800 -- que é de onde temos os mellores datos -- os agricultores e xardineiros estaban a cultivar 7 . 100 variedades de maza con cadanseu nome .
(trg)="34"> Nos EUA , nos anos 1800s — é onde temos os melhores dados — os agricultores e jardineiros estavam a cultivar umas 7100 variedades de maçãs com nome .

(src)="34"> Imaxinen .
(src)="35"> 7 . 100 mazás con nome .
(trg)="35"> Imaginem só , 7100 maçãs com nomes .

(src)="36"> Hoxe , 6 . 800 delas extinguíronse , endexamais se volverán ver .
(trg)="36"> Hoje , estão extintas 6800 .
(trg)="37"> Nunca mais serão vistas .

(src)="37"> Eu adoitaba ter unha listaxe desas mazás extintas , e cando daba unha charla pasáballe a listaxe ao auditorio .
(trg)="38"> Eu costumava ter uma lista dessas maçãs extintas e quando fazia uma palestra , passava a lista pelo público .

(src)="38"> Non lles dicía o que era , pero estaba en orde alfabética e pedíalles que buscasen os seus nomes , os seus apelidos , os apelidos de solteira de súas nais ...
(trg)="39"> Não lhes dizia o que era , mas estava por ordem alfabética , e dizia- lhes para procurarem os seus nomes , os seus apelidos , o nome de solteira das mães .

(src)="39"> E ao final da miña charla preguntáballes " Cantos de vostedes atoparon un nome ? "
(trg)="40"> No fim da palestra perguntava :
(trg)="41"> " Quantos de vocês acharam um nome ? "

(src)="40"> E nunca tiña menos de dous terzos do auditorio coa man erguida .
(trg)="42"> Nunca tinha menos de 2 terços do público com a mão no ar .

(src)="41"> E eu dicíalles " Saben o que ?
(trg)="43"> Eu dizia :
(trg)="44"> " Sabem que mais ?

(src)="42"> Esas mazás proceden dos seus devanceiros , e eles outorgáronlles o máis grande honor que lles podían dar .
(trg)="45"> Estas maçãs vêm dos vossos antepassados .
(trg)="46"> " Os vossos antepassados deram- lhes a maior honra que lhes podiam dar .

(src)="43"> Déronlles o seu nome .
(trg)="47"> " Deram- lhes os seus nomes .

(src)="44"> A mala noticia é que se extinguiron .
(trg)="48"> " Infelizmente , estão extintas .

(src)="45"> A boa noticia é que un terzo de vostedes non ergueu a man .
(trg)="49"> " O que vale é que um terço não levantou a mão .

(src)="46"> A súa mazá aínda anda por aí .
(src)="47"> Búsquenas .
(trg)="50"> " As vossas maçãs ainda andam por aí .

(src)="48"> Asegúrense de que non se engaden á listaxe . "
(trg)="51"> " Procurem- nas .
(trg)="52"> Certifiquem- se de que não se juntam à lista . "

(src)="49"> Ben , quero dicirlles que unha parte da boa noticia é que a mazá Fowler aínda anda por aí .
(trg)="53"> Quero dizer- vos que , felizmente , a maçã Fowler ainda anda por aí .

(src)="50"> Teño por aquí atrás un libro antigo e quería lerlles un anaco del .
(trg)="54"> Tenho aqui um livro antigo e vou ler- vos um excerto .

(src)="51"> Publicouse en 1904 .
(trg)="55"> Este livro foi publicado em 1904 .

(src)="52"> Titúlase " As mazás de Nova York " e este é o segundo volume .
(trg)="56"> Chama- se " As maçãs de Nova Iorque " e este é o segundo volume .

(src)="53"> Vexan , tiñamos un monte de mazás .
(trg)="57"> Veem , costumávamos ter muitas maçãs .

(src)="54"> E a mazá Fowler descríbese aquí
(src)="55"> -- espero que isto non os sorprenda -- como " unha froita preciosa " .
(trg)="58"> A maçã Fowler está aqui descrita — espero que isto não vos surpreenda — como " um fruto lindo . "

(src)="56"> ( Risos )
(trg)="59"> ( Risos )

(src)="57"> Non sei se nos bautizamos a mazá ou se ela nos bautizou a nós , pero ...
(src)="58"> Pero , para ser sincero , a descrición continúa e di que " no entanto , non está moi ben clasificada en canto á calidade " .
(trg)="60"> Não sei se fomos nós a dar o nome à maçã ou se a maçã nos deu o nome a nós mas , para ser sincero , a descrição continua e diz que

(src)="59"> E despois aínda vai máis lonxe .
(trg)="61"> " porém não está muito bem classificada em termos de qualidade . "
(trg)="62"> Depois vai ainda mais longe .

(src)="60"> Parece que o escribise un meu antigo profesor .
(trg)="63"> Até parece que foi escrito por um antigo professor meu .

(src)="61"> " Como medra en Nova York , habitualmente a froita non se desenvolve adecuadamente en tamaño e calidade e é , en conxunto , insatisfactoria . "
(trg)="64"> " Como cresce em Nova Iorque ,
(trg)="65"> " o fruto não se desenvolve bem em tamanho e qualidade
(trg)="66"> " e , no seu todo , é insatisfatório . "

(src)="62"> ( Risos )
(trg)="67"> ( Risos )

(src)="63"> E penso que de aquí se debe aprender unha lección , e a lección é : e entón , por que conservala ?
(trg)="68"> Acho que há uma lição a aprender aqui :
(trg)="69"> Então porquê preservá- la ?

(src)="64"> Fanme seguido esta pregunta .
(trg)="70"> Oiço sempre esta pergunta .

(src)="65"> Por que non conservamos só a mellor ?
(trg)="71"> Porque é que não preservamos só a melhor ?

(src)="66"> E hai un par de respostas para esta pregunta .
(trg)="72"> E há algumas respostas para esta pergunta .

(src)="67"> Unha é que non existe cousa tal como " a mellor " .
(trg)="73"> Uma é que essa coisa de melhor não existe .

(src)="68"> A mellor variedade de hoxe é o almorzo de mañá para os insectos , as pragas ou as enfermidades .
(trg)="74"> A melhor variedade de hoje é o almoço de amanhã dos insetos , das pragas ou das doenças .

(src)="69"> E a outra é ao mellor esa mazá Fowler ou unha variedade de trigo que non é economicamente viable hoxe é resistente a pragas ou enfermidades , ou ten algunha cualidade que imos precisar por mor do cambio climático e que as outras non teñen .
(trg)="75"> A outra é que talvez essa maçã Fowler ou talvez uma variedade de trigo que não é hoje economicamente viável tem resistência às doenças ou às pragas ou uma qualidade que as outras não têm de que necessitaremos para a alteração climática ,

(src)="70"> Así que non cómpre , grazas a Deus , que a mazá Fowler sexa a mellor do mundo .
(trg)="76"> Por isso , graças a Deus , não é necessário que a maçã Fowler seja a melhor do mundo .

(src)="71"> Só é necesario ou interesante que poida ter un trazo bo e único
(trg)="77"> Só é necessário ou interessante que possa ter uma característica boa e única .

(src)="72"> E por esa razón debemos conservala .
(trg)="78"> Por esse motivo temos de salvá- la .

(src)="73"> Por que ?
(trg)="79"> Porquê ?

(src)="74"> Como materia prima , como un trazo que podemos usar no futuro .
(trg)="80"> Enquanto matéria prima , como uma característica que possamos usar no futuro .

(src)="75"> Pensen na diversidade como fonte de opcións .
(trg)="81"> Pensem na diversidade como algo que nos dá opções .

(src)="76"> E opcións , abofé , é exactamente o que nos cumprirá na era do cambio climático .
(trg)="82"> E , claro , as opções são exatamente aquilo de que precisamos na era da alteração climática .

(src)="77"> Quero amosarlles dúas diapositivas , pero , antes , quero contarlles que no Global Crop Diversity Trust levamos traballado cunha serie de científicos -- particularmente das universidades de Stanford e Washington -- para formularlles a seguinte pregunta :
(trg)="83"> Vou mostrar- vos dois slides , mas primeiro , quero dizer- vos que temos trabalhado no Fundo Global de Diversidade de Sementes com uma série de cientistas — especialmente em Stanford e na Universidade de Washington — para perguntar :

(src)="78"> Que lle vai pasar á agricultura nunha era de cambio climático e que tipo de trazos e características lles cómpren aos nosos cultivos agrícolas para ser capaces de adaptarse a el ?
(trg)="84"> O que acontecerá à agricultura numa era de alteração climática ?
(trg)="85"> Que tipo de características precisamos nas nossas culturas agrícolas que lhes permitam adaptar- se ?

(src)="79"> Resumindo , a resposta é que no futuro , en moitos países , as estacións de crecemento máis frías serán máis calorosas ca calquera outra que eses cultivos coñeceran no pasado .
(trg)="86"> Em resumo , a resposta é que , no futuro , em muitos países , as épocas de crescimento mais frias vão passar a ser mais quentes do que qualquer outra que essas culturas tenham visto até hoje .

(src)="80"> As estacións de crecemento máis frías do futuro serán máis calorosas ca as máis quentes do pasado .
(src)="81"> Está a agricultura adaptada a isto ?
(src)="82"> Eu non o sei .
(trg)="87"> As épocas de crescimento mais frias do futuro , as mais quentes que as mais quentes do passado , estará a agricultura adaptada a isso ?

(src)="83"> Os peixes poden tocar o piano ?
(trg)="88"> Não sei .
(trg)="89"> Os peixes sabem tocar piano ?

(src)="84"> Se a agricultura nunca experimentou tal cousa , como habería de estar adaptada ?
(trg)="90"> Se a agricultura ainda não passou por isso como é que pode estar adaptada ?

(src)="85"> No presente , a maior concentración de persoas pobres e esfameadas do mundo , e a zona onde o cambio climático , ironicamente , vai ser peor coinciden no sur de Asia e na África subsahariana .
(trg)="91"> A maior concentração de gente pobre e com fome do mundo , e o local onde , ironicamente , a alteração climática será pior é no sul da Ásia e na África subsaariana .

(src)="86"> Elixín dous exemplos e gustaríame amosarllos .
(trg)="92"> Escolhi aqui dois exemplos que vos quero mostrar .

(src)="87"> No histograma que teñen diante , as barras azuis representan o rango histórico de temperaturas , recuando ata onde existen datos rexistrados .
(trg)="93"> No histograma à vossa frente , as barras azuis representam a gama histórica de temperaturas , recuando até ao limite do registo de temperaturas .

(src)="88"> E poden ver que existen algunhas diferenzas entre unha estación de crecemento e outra .
(trg)="94"> Vemos que há alguma diferença entre uma época de cultivo e outra .

(src)="89"> Algunhas son máis frías , outras son máis calorosas e isto forma unha curva en forma de campá .
(trg)="95"> Umas são mais frias , outras mais quentes e é uma curva em forma de sino .

(src)="90"> A barra máis longa é a temperatura media para o maior número de estacións de crecemento .
(trg)="96"> A barra maior é a temperatura média para o maior número de épocas de cultivo .

(src)="91"> No futuro , avanzado este século , vaise asemellar á vermella , totalmente fóra dos límites .
(trg)="97"> No futuro , mais para o fim do século , vai- se assemelhar à vermelha , completamente fora dos limites .

(src)="92"> O sistema agrícola , e o que é máis importante , os cultivos nos campos da India nunca sufriron nada semellante .
(trg)="98"> O sistema agrícola , e mais importante , os campos de cultivo na Índia nunca passaram por isto anteriormente .

(src)="93"> E esta é de África do sur .
(trg)="99"> Aqui é a África do Sul .

(src)="94"> O mesmo conto .
(trg)="100"> A mesma história .

(src)="95"> Pero o máis interesante de África do Sur é non fai falta agardar ata 2070 para bater cos problemas .
(trg)="101"> Mas o mais interessante em relação à África do Sul é que não temos de esperar por 2070 para haver sarilhos .

(src)="96"> Por volta de 2030 , se as variedades de millo , que é o cultivo dominante ,
(src)="97"> -- a metade de [ inintelixible ] en África dos Sur aínda está no campo -- en 2030 -- dicía -- veremos unha diminución do 30 por centro na produción de millo por causa do cambio climático xa nesa data .
(trg)="102"> Em 2030 , se as variedades de milho , que é a cultura dominante — 50 % da nutrição no sul da África ainda provêm dos campos — em 2030 , teremos um decréscimo de 30 % na produção de milho por causa da alteração climática , já em 2030 .

(src)="98"> Unha diminución do 30 % na produción , nun contexto de poboación en aumento significa unha crise alimentaria .
(src)="99"> Isto é de natureza mundial .
(trg)="103"> 30 % de decréscimo de produção , no contexto duma população em crescimento , é uma crise alimentar , é de natureza global .

(src)="100"> Veremos nenos morrer de fame na televisión .
(trg)="104"> Veremos crianças a morrer à fome na televisão .

(src)="101"> Neste momento , poden dicir que 20 anos dan para moito .
(trg)="105"> Podem dizer que 20 anos é muito tempo .

(src)="102"> Son dous ciclos de mellora para o millo .
(trg)="106"> São dois ciclos reprodutivos para o milho .

(src)="103"> Temos dúas oportunidades para facelo ben .
(trg)="107"> Só temos duas oportunidades para fazer isto bem feito .

(src)="104"> Temos que ter nos campos cultivos preparados para o cambio climático , e temos que telos bastante rápido .
(trg)="108"> Temos de colocar nos campos colheitas resistentes ao clima , e temos de o fazer relativamente depressa .

(src)="105"> A boa noticia é que levamos tempo conservando .
(trg)="109"> Felizmente , temos conservado .

(src)="106"> Estivemos recollendo e conservando unha gran cantidade de diversidade biolóxica , diversidade agrícola , maiormente en forma de sementes , e depositámolas en bancos de sementes , que é unha forma sofisticada de dicir " conxelador " .
(trg)="110"> Temos recolhido e conservado uma grande diversidade biológica , diversidade agrícola , maioritariamente sob a forma de sementes .
(trg)="111"> Pomo- las em bancos de sementes , que é uma maneira bonita de dizer congelador .

(src)="107"> Se queren conservar sementes durante moito tempo e queren que se manteñan dispoñibles para melloradores vexetais e investigadores , teñen que secalas e despois conxelalas .
(trg)="112"> Se queremos conservar sementes durante largos períodos de tempo e as querem manter disponíveis para os cultivadores e investigadores , secamo- las e depois congelamo- las .

(src)="108"> Por desgraza , estes bancos de sementes atópanse por todo o mundo en edificios e son vulnerables .
(src)="109"> Xa ocorreron sinistros .
(trg)="113"> Estes bancos de sementes estão espalhados por edifícios no mundo inteiro e são vulneráveis , já aconteceram desastres .

(src)="110"> Nestes últimos anos perdemos o banco xenético , o banco de sementes de Iraq e Afganistán .
(src)="111"> Poden adiviñar o porqué .
(src)="112"> En Ruanda , nas Illas Salomón .
(trg)="114"> Recentemente perdemos os bancos genéticos de sementes no Iraque e no Afeganistão — podem imaginar porquê — no Ruanda , nas Ilhas Salomão .

(src)="113"> E despois están os sinistros cotiáns que acontecen neses edificios , problemas financeiros , mala xestión e fallos nos equipos , e todo tipo de problemas .
(trg)="115"> Depois há os desastres diários que ocorrem nestes edifícios , problemas financeiros e má gestão , falhas dos equipamentos , e todo o tipo de coisas .